Quero começar com esse. Um texto de quase um ano atrás. Foi postado no dia 7/11 do ano passado. O primeiro dos melhores (na minha opinião) de minha vida blogueira.
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Então é Natal, mais uma vez.
Então é Natal. Mas já? Que loucura. Esse capitalismo é realmente o grande vilão da nossa época. O comércio natalino chega cada vez mais cedo, obviamente, para conseguir mais grana. Sei que estou soando um pouco comunista, mas de fato, não sou. Sou capitalista mesmo. Adoro comprar. E sou, de acordo com uma pesquisa norte-americana, o segundo profissional menos confiável. Entre as profissões que as pessoas mais detestam, publicitário só ganha de advogado. Na minha opinião, eu quero que essa pesquisa se foda. Em qualquer profissão, em qualquer canto, existem filhos da puta e existem bons corações. Aliás, se Papai Noel existisse, o primeiro grupo nunca ganharia presente.
Não me lembro exatamente quando parei de acreditar no velho Noel. Acho que foi depois do Coelhinho da Páscoa. E também lembro que aconteceu de uma forma gradativa, conforme eu ia vendo dezenas de noéis por aí. Às vezes, no mesmo shopping, tinha uns 4 diferentes. Um por andar. Sempre fui um garoto perspicaz e ao estranhar esse acúmulo de velhos bonachões com barba branca – na maioria falsas – cheguei a uma brilhante conclusão: Existe um Papai Noel verdadeiro e essa centena de falsários. Não sei por quanto tempo mantive essa ilusão. De uma hora pra outra, nem o verdadeiro existia mais. Deve ter sido no colégio, os colegas mais velhos adoram acabar com esse tipo de crença dos mais novos. Certeza que é por inveja, eles adorariam continuar acreditando. Pena.
Estou ficando velho. Sério. Vou fazer 23 anos, faz uns 18 em que não acredito mais no bom velhinho. Mas hoje começo a pensar se estou certo ou errado de não acreditar mais. Às vezes acho que ele existe. Existe dentro do coração de um bilhão de crianças. Existe toda vez que alguém faz algo bom em seu nome, ou em nome do Natal. Queria que esse ano ele viesse. Não tenho chaminé, mas deixo a porta aberta. Adoraria que ele entrasse, sorrindo à toa. Eu o esperaria ao lado da árvore, lhe daria um abraço e pediria só uma coisa: que trouxesse de volta a criança que um dia eu fui.
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Então é Natal, mais uma vez.
Então é Natal. Mas já? Que loucura. Esse capitalismo é realmente o grande vilão da nossa época. O comércio natalino chega cada vez mais cedo, obviamente, para conseguir mais grana. Sei que estou soando um pouco comunista, mas de fato, não sou. Sou capitalista mesmo. Adoro comprar. E sou, de acordo com uma pesquisa norte-americana, o segundo profissional menos confiável. Entre as profissões que as pessoas mais detestam, publicitário só ganha de advogado. Na minha opinião, eu quero que essa pesquisa se foda. Em qualquer profissão, em qualquer canto, existem filhos da puta e existem bons corações. Aliás, se Papai Noel existisse, o primeiro grupo nunca ganharia presente.
Não me lembro exatamente quando parei de acreditar no velho Noel. Acho que foi depois do Coelhinho da Páscoa. E também lembro que aconteceu de uma forma gradativa, conforme eu ia vendo dezenas de noéis por aí. Às vezes, no mesmo shopping, tinha uns 4 diferentes. Um por andar. Sempre fui um garoto perspicaz e ao estranhar esse acúmulo de velhos bonachões com barba branca – na maioria falsas – cheguei a uma brilhante conclusão: Existe um Papai Noel verdadeiro e essa centena de falsários. Não sei por quanto tempo mantive essa ilusão. De uma hora pra outra, nem o verdadeiro existia mais. Deve ter sido no colégio, os colegas mais velhos adoram acabar com esse tipo de crença dos mais novos. Certeza que é por inveja, eles adorariam continuar acreditando. Pena.
Estou ficando velho. Sério. Vou fazer 23 anos, faz uns 18 em que não acredito mais no bom velhinho. Mas hoje começo a pensar se estou certo ou errado de não acreditar mais. Às vezes acho que ele existe. Existe dentro do coração de um bilhão de crianças. Existe toda vez que alguém faz algo bom em seu nome, ou em nome do Natal. Queria que esse ano ele viesse. Não tenho chaminé, mas deixo a porta aberta. Adoraria que ele entrasse, sorrindo à toa. Eu o esperaria ao lado da árvore, lhe daria um abraço e pediria só uma coisa: que trouxesse de volta a criança que um dia eu fui.
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