18/11/2005
Ser amigo é – Texto 1
Essa é a primeira de uma série de crônicas que reforçam as idéias do postulado do amigo já publicado anteriormente. Vamos começar abordando o que será denominado Gesto Amigo.
O Gesto Amigo, para quem é amigo de verdade, chega a ser desnecessário. Mas alguns camaradas insistem nessa tecla. É um tipo de gesto que funciona como medidor de amizade. Um favor é o exemplo típico. Ninguém sai fazendo favores para qualquer um, e logicamente, quanto maior o favor, maior deve ser a amizade entre o seu autor e o favorecido.
Emprestar dinheiro é outro ato que se encaixa perfeitamente na categoria de Gesto Amigo. Apesar de ser parecido com o favor, trata-se de algo mais específico. Nesse caso, mais uma vez, existe a igualdade proporcional de tamanho, entre o ato e a amizade. Familiares sofrem sérios problemas nesse âmbito, porque às vezes nem são tão amigos assim e acabam emprestando as maiores quantias. Outro detalhe é o tempo que se demora em devolver o dinheiro. Amigo de verdade: ou esquece ou nem precisa pagar.
E é claro que não poderiam deixar de ser citados os casos excêntricos. São mais do que favores, são gestos amigos: sair da cama às 6:00 da manhã para buscar um colega embriagado e perdido em algum bairro ermo; dar de presente uma peça de roupa que o amigo adorou quando te viu usando; fingir que é namorado quando ela não quer beijar o cara; ajudar na mudança; consolar quando morre o cachorro dele(a); ficar com alguém só porque seu amigo(a) pediu; ir a Guarulhos de madrugada quando ele(a) volta de viagem; fazer companhia no pronto-socorro;; emprestar cad.... etc etc etc etc..
Infinitas possibilidades. O problema não está em realizar gestos amigos, e sim quando começam as cobranças: “Pô, cara. Me leva em casa... Das duas últimas vezes eu que te levei”. Ou ainda pior: “Você não lembra que eu te emprestei aquela calça?! Porra, meu... Que consideração, heim?”. Não lembro mesmo, ué! Se era pra ficar cobrando, nem emprestasse, oras! Agora que eu não passo protetor nas suas costas mesmo!
Essa é a primeira de uma série de crônicas que reforçam as idéias do postulado do amigo já publicado anteriormente. Vamos começar abordando o que será denominado Gesto Amigo.
O Gesto Amigo, para quem é amigo de verdade, chega a ser desnecessário. Mas alguns camaradas insistem nessa tecla. É um tipo de gesto que funciona como medidor de amizade. Um favor é o exemplo típico. Ninguém sai fazendo favores para qualquer um, e logicamente, quanto maior o favor, maior deve ser a amizade entre o seu autor e o favorecido.
Emprestar dinheiro é outro ato que se encaixa perfeitamente na categoria de Gesto Amigo. Apesar de ser parecido com o favor, trata-se de algo mais específico. Nesse caso, mais uma vez, existe a igualdade proporcional de tamanho, entre o ato e a amizade. Familiares sofrem sérios problemas nesse âmbito, porque às vezes nem são tão amigos assim e acabam emprestando as maiores quantias. Outro detalhe é o tempo que se demora em devolver o dinheiro. Amigo de verdade: ou esquece ou nem precisa pagar.
E é claro que não poderiam deixar de ser citados os casos excêntricos. São mais do que favores, são gestos amigos: sair da cama às 6:00 da manhã para buscar um colega embriagado e perdido em algum bairro ermo; dar de presente uma peça de roupa que o amigo adorou quando te viu usando; fingir que é namorado quando ela não quer beijar o cara; ajudar na mudança; consolar quando morre o cachorro dele(a); ficar com alguém só porque seu amigo(a) pediu; ir a Guarulhos de madrugada quando ele(a) volta de viagem; fazer companhia no pronto-socorro;; emprestar cad.... etc etc etc etc..
Infinitas possibilidades. O problema não está em realizar gestos amigos, e sim quando começam as cobranças: “Pô, cara. Me leva em casa... Das duas últimas vezes eu que te levei”. Ou ainda pior: “Você não lembra que eu te emprestei aquela calça?! Porra, meu... Que consideração, heim?”. Não lembro mesmo, ué! Se era pra ficar cobrando, nem emprestasse, oras! Agora que eu não passo protetor nas suas costas mesmo!
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