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O que conta e não se conta
Tive muitos amores, é natural do ser humano apaixonar-se pela vida. Mas alguns insistem em não sair da cabeça: amor da juventude, paixonites agudas que arrebatam e outros mais sérios e duradouros. Enquanto vivi estes momentos jamais tive a pretensão de que durariam para sempre. Não importava. Simplesmente me deixava levar. Tempos depois, mesmo sem existirem mais, certas feições permaneciam nítidas na memória. Uma, em especial. Mesmo no timing de hoje penso em procurá-la, porque eu sei que assim como eu, ela me vê sempre que fecha os olhos.
Eu já sabia. Sempre soube. Alma-gêmea, tampa da panela, isso não existe, claro. Não existe no singular. Muitas pessoas passam podendo ser a sua metade. O que complica é o timing. Seu e delas. Demorei pra perceber isso. Ou não, vai saber. Às vezes não é pra ser mesmo, até que deixa de ser e a gente vê que era pra ter sido, sabe? Algumas pessoas passam por isso, eu passei mais de uma vez. Só nos resta aceitar, pois mesmo que um dia volte a ser, não volta como era. Tinha que ter sido ali, naquele momento. Ironicamente, a gente só descobre depois que não foi. Louco. Tantas coisas de repente passam a ter mais graça; pena que essas coisas não voltam mais.
Outro dia me peguei lembrando de um tempo. Aquele tempo que não se repete, que marcou e passou. Que ficou aonde tinha que ficar, sem a menor chance de voltar. Um tempo em que tudo aconteceu ao mesmo tempo; em tempo: intenso. Foi aí que comecei a imaginar e me colocar no tempo em que vivia aquele tempo, como se fosse hoje. Assustador pensar no presente já sabendo que mais cedo ou mais tarde – inevitavelmente – ele terá passado. O que será que vai ficar, marcar, o que será que eu vou guardar. O sorriso que me encantou ontem à tarde, ou quem sabe aquele do domingo à noite. Alguma coisa fica, nem que seja o fato de nada ter ficado.
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O que conta e não se conta
Tive muitos amores, é natural do ser humano apaixonar-se pela vida. Mas alguns insistem em não sair da cabeça: amor da juventude, paixonites agudas que arrebatam e outros mais sérios e duradouros. Enquanto vivi estes momentos jamais tive a pretensão de que durariam para sempre. Não importava. Simplesmente me deixava levar. Tempos depois, mesmo sem existirem mais, certas feições permaneciam nítidas na memória. Uma, em especial. Mesmo no timing de hoje penso em procurá-la, porque eu sei que assim como eu, ela me vê sempre que fecha os olhos.
Eu já sabia. Sempre soube. Alma-gêmea, tampa da panela, isso não existe, claro. Não existe no singular. Muitas pessoas passam podendo ser a sua metade. O que complica é o timing. Seu e delas. Demorei pra perceber isso. Ou não, vai saber. Às vezes não é pra ser mesmo, até que deixa de ser e a gente vê que era pra ter sido, sabe? Algumas pessoas passam por isso, eu passei mais de uma vez. Só nos resta aceitar, pois mesmo que um dia volte a ser, não volta como era. Tinha que ter sido ali, naquele momento. Ironicamente, a gente só descobre depois que não foi. Louco. Tantas coisas de repente passam a ter mais graça; pena que essas coisas não voltam mais.
Outro dia me peguei lembrando de um tempo. Aquele tempo que não se repete, que marcou e passou. Que ficou aonde tinha que ficar, sem a menor chance de voltar. Um tempo em que tudo aconteceu ao mesmo tempo; em tempo: intenso. Foi aí que comecei a imaginar e me colocar no tempo em que vivia aquele tempo, como se fosse hoje. Assustador pensar no presente já sabendo que mais cedo ou mais tarde – inevitavelmente – ele terá passado. O que será que vai ficar, marcar, o que será que eu vou guardar. O sorriso que me encantou ontem à tarde, ou quem sabe aquele do domingo à noite. Alguma coisa fica, nem que seja o fato de nada ter ficado.
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"Dói pelo simples fato de não doer mais" Frase sua, de outro tempo, outro timming. Tempo, tempo, tempo.
ResponderExcluir"O tempo é muito lento para os que esperam
ResponderExcluirMuito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno."
William Shakespeare
Como eu sempre digo: É TUDO CULPA DO TIMING.
ResponderExcluirtalvez seja melhor assim...talvez não tenha sido pra não machucar mais!
ResponderExcluirtempo, tempo, tempo
ResponderExcluirnas rimas do meu estilo...
Adoro adoro essa música, na voz da Bethania ainda...
http://www.youtube.com/watch?v=O2P1khIyTX8&feature=related