Ainda
Toda vez que a gente conversa, eu gaguejo. Ela não sabe, mas minha respiração muda e chego a errar letra de música que sei de cor. Meto os pés pelas mãos, troco as palavras, pareço um bobo, quando o que eu mais queria era parecer justamente o contrário. Não sei se ela percebe, não nos vemos tanto assim e tudo é muito recente. E dessa vez quem não sabe sou eu, mas alguma coisa de repente me fez vê-la de um jeito diferente. Ela não sabe que agora eu tenho pensado tanto nela. Sabe que eu existo, isso sim. Mas não sabe que comecei a imaginar como seria viver com ela.
Ela não sabe os carinhos que teria, todo dia. Os lugares que a gente descobriria. Desde aquele restaurante escondido, que só São Paulo tem, até algum boteco furreca, numa típica roubada em que a gente se enfia por ser a única opção de madrugada. Ela não sabe, mas a gente iria rir disso. Disso e de muitas outras coisas. Boas piadas, risadas quando não pode, só os dois no cinema, com a galera na balada, riso baixinho debaixo do lençol... pena que ela não sabe.
Não sabe que este texto é pra ela, talvez nem saiba que gosto de escrever. Muito menos que o que gosto mais é dela; gosto assim, de um jeito gostoso. Um gostar de verdade, sem pressa nem cerimônia. Um querer bem de toda forma e a qualquer momento. Ela não sabe que eu até já conheço o seu beijo, de tanto beija-la em pensamento.
Tenho certeza de que todas essas linhas são recíprocas, mas ela não sabe. Ainda não sabe.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGosto.
ResponderExcluirHahahahhah, brincadeira Fefê!
Adorei o texto e, acima de tudo, achei o título genial.
Beijos
Esta é, sem dúvida, a melhor etapa.
ResponderExcluirAs dúvidas cheias de certezas.
Então faça ela saber...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir“Eu perco o chão, eu não acho as palavras
ResponderExcluirEu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?”
... e o coração bate tão rápido que você não sabe mais onde se concentrar, se em seu próprio peito, ou em quem está diante de você (e que significa tanto que o faz sentir assim)...
Sabia que isto é mais normal do que se imagina?
E um milhão de "serás" surge em nossa cabeça
Será que ele(a) vai notar que eu estou nervoso?
Será que vai me achar um idiota?
O que será que pensa de mim?
A gente esquece que o “será” não importa tanto assim...
O que realmente importa é o que É.
E sabe do que mais? Entre exteriorizar e não exteriorizar, eu, particularmente, prefiro (a)guardar o porvir...
como pode (ainda) ter certeza de que ela não sabe? e você, sabe? de repente, ainda...
ResponderExcluirLindo texto! Concordo com o que cada um disse acima... Essa é a melhor parte, do sabe/não sabe. Esse friozinho na barriga quando vamos falar com "a" pessoa...
ResponderExcluirE quanto à musa do seu texto... pode ser que ela saiba... mas se souber ou não, fale pela primeira vez ou reforce a idéia!!
Adorei!
Beijo
Deixe assim ficar, subentendido...
ResponderExcluirSorte dela ter alguém como você gostando assim! Sorte sua gostar assim de alguém! :)
ResponderExcluirolha, eu tento manter os modos, mas quando terminei de ler, suspirei, dei um sorriso e pensei: "caralho".
ResponderExcluir