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Letras de uma quarta-feira


Acho que me transformei em algo parecido com um escritor. Digo parecido, porque não sou assim um escritor. Daqueles que você ouve falar, ou melhor, lê; quem dera. Sou um escritor mediano, em estatura e escrita. Faço textos, por hobby e por vontade. E, ás vezes, por trabalho.

Comecei escrevendo sobre mim. É mais fácil, é como um diário... Você falando de você. Não tem erro (é o que estou fazendo agora, a propósito). O passo seguinte é se aventurar no fantástico mundo dos contos. Crônicas vêm lado a lado. E por aí vai. O caminho natural que se segue é falar dos sentimentos e de pessoas próximas.

Quero escrever música e peça de teatro. Sensacional. Se o resultado fosse medido pela empolgação do autor, teríamos um hit e casa lotada até a última apresentação. Vamos ver, vamos torcer.

Escrevo sobre tantas coisas diferentes que misturo tudo com a minha vida. Acho que de tanto inventar sonhos, e sonhar acordado, essa noite, contrariando o que tem acontecido há muito tempo, eu não sonhei. E acordei feliz.

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OÁSIS

Se um palíndromo é quando uma palavra ou frase possuem o mesmo significado lidas de trás para frente, farei algo parecido com o título desse texto, chegando à esquisita palavra “sisão” (tomei a liberdade de por um til nesse acento pra dar mais sonoridade). Assim, escrito com “ésse”, Sisão é o nome de uma ave de pequeno porte, encontrada no sul da Europa e na Ásia; infelizmente em perigo de extinção. Quando escrito com “cê”, chegamos a uma espécie de palíndromo, palavra com aspectos que se assemelham a uma possível interpretação para oásis. Lemos “cisão”: separação, divisão, exclusão.   Coincidência estarmos vivendo divididos, separados uns dos outros e, sim, diante da possibilidade de extinção, tal qual a ave asiática? É quase uma vingança, um acerto de contas da natureza. Aves asiáticas em extinção nos colocando na mesma situação. Seria uma enorme coincidência. Seria. Primeiro pois eu não acredito em coincidências, e segundo porque Oásis é bem mais que uma parte excluída no desert...
nós Ele é seu, nosso. Vosso... Posso? É uma coisa, que, sem querer: Causa um negócio. É lindo, leite ninho, mas bem que prefere um danoninho. Sorri sem querer. alegra o viver ... tem que conhecer! Feliz de quem cruzar... João, sempre a brincar. Não finjo, não corro, não nego. Um dia, que há dias espero.
Madrugada Insônia de novo. Merda. Sei que já devem ser altas horas. Conheço a madrugada pela quase ausência de ruído nas ruas. Acendo a tela do celular. O horário é o mesmo de sempre: quatro e um. De novo? Será isso algum sinal do sobrenatural para um cético como eu? Existe muita coisa que você desconhece, reles mortal. Foda-se. Sempre me aconselharam a correr em caso de insônia. Eu não costumo correr nem de cachorro, quanto mais nas ruas, em plena madrugada. Mas depois de tantas noites acordando às quatro e um era melhor tentar algo diferente. (Se fico na cama, conheço bem o final). Logo ganho as ruas, vou num ritmo leve, preciso ajudar minha condição física a me levar para fora do bairro; ao menos. Depois da segunda grande avenida, começo a me surpreender: estou indo longe demais. Ao melhor estilo Forrest Gump, arrisco uma avenida maior, e vou ainda mais longe. Estou suado, mas não cansado. Corro, e corro mais um pouco. Venço uma grande ladeira, aproveito a descida para respirar. Nã...