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Num momento meio sem tempo, e com a inspiração um tanto quanto viciada, abro as portas para um texto que recebi ontem de uma pessoa muito querida, minha bixete preferida.
Ela trabalha com banco, mas escreve de um jeito que até o Setubal se emocionaria.
Sem mais delongas,






Vermelho


Fala, mente
E arranca com força meu vestido
Marca vermelho o colorido
Nas costas de repente


Grita
Fundo e alto pra se convencer
Que não sou tudo que se quer
Com o meu gosto de mulher


Puxa minha nuca
Dedo nos cabelos
E nega agora nossos elos
Entorna sopro em desespero


Vai
Mas sem falar que eu deixo ir
Não sei mentir o que sentir
Na sua dor ímpar ao partir




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