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Crônicas de um novo lar - texto 3



Quitutes (leia se estiver sem fome)


Come-se bem em Ribeirão Preto. O custo, geralmente, é menor do que o paulistano costuma pagar. Mas, sem grandes diferenças. Come-se bem em Ribeirão, pois a variedade é ótima; e as distâncias, menores. Em São Paulo, geralmente, desloca-se muito para chegar a um bistrô escondidinho nos Jardins, ou àquele ‘achado’ no bairro de Santana, que prepara uma dobradinha como poucos. Come-se bem por aqui, da entrada à sobremesa.

Vamos começar a refeição. Você é natureba? Curte uma saladinha? Ribeirão é o lugar certo. Muitas opções naturais, saladas, sanduíches, açaí etc. Eu (quem me conhece, sabe) que odeio verdura, gosto da salada daqui. É tudo literalmente natural e mais gostoso. A saúde agradece.

Você é junk? Adora um salgadinho? Perfeito. Uma das maiores características gastronômicas daqui são as chamadas Salgaderias. Além das opções tradicionais deliciosas, existe um tal pastel francês. Difícil descrever: imaginem uma massa folhada, em formato de pastel, muito recheada (com várias opções de recheio).

Porções em barzinhos é um quesito que aqui dá um baile na capital. Além de muito saborosas, são fartas e baratas. E tem até o rodízio de porções. Indescritível. Falando em rodízio, existe um de mini-sanduíches. É isso mesmo. Imaginem cheese-burguers, mistos-quentes, hot-dogs, churrascos com queijo, todos cabendo na palma da sua mão. Diz o cardápio que são 36 variedades. Eu não sei, porque parei na décima primeira.

Prato principal? Tem de tudo. Mesmo. Lanche, pizza, massa, risoto, churrasco, por quilo, a La Carte, delivery, barato, caro, chique, popular, mexicano, tailandês. É uma mini-São Paulo culinária. Demoraria muitas linhas pra descrever. Pense na capital e divida por mil. Vamos aos doces.

Minha sobremesa preferida é o sorvete. Ah, o sorvete. Eu, acostumado com a Häagen-Dazs e a Parmalat – nas imediações da Rua Iguatemi com a Faria Lima -, me assustei com a sorveteria da Praça Sete de Setembro. Começando pela variedade. Tem até sabor tijolo. Todos feitos artesanalmente, e super fresquinhos, pois a rotatividade é enorme. Ali, sai sorvete igual água. Depois, é claro, o preço. Um real a bola; dois reais, duas bolas. E são duas mega-bolas. Duas bolotas, duas bolaças, duas bolotonas! ... E finalmente, a maior surpresa vem quando o experimentamos. Uma delícia de botar inveja em qualquer alemão ou italiano metido a sttupendo.

Infelizmente só tenho aproveitado essas delícias aos fins de semana. Pela minha saúde; de espírito e financeira. Queria falar mais sobre a Califórnia Brasileira, mas já são seis e meia da tarde e está chegando a hora de ir para aula. Aula? Que aula? Num próximo texto, eu conto. : )






Comentários

  1. Anônimo5:59 AM

    Nossa...até a salada deu água na boca. Com relação ao sorvete, é aquela coisa, né?! A necessidade faz o homem...numa cidade tão quente assim, é uma questão de sobrevivência um bom sorvete.
    Mande mais noticias!

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  2. traz num isopor o tal sabor tijolo???, rs.

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