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Suficiente

Quinze minutos. É tudo que você precisa. Em quinze minutos, este texto já estará terminado, provavelmente. Com quinze minutos dá para fazer uma refeição – o restante é conversa e enrolação. É o tempo ideal para um bom banho sem excessos. Conhecer alguém e fazer um amigo. Ler (a parte que interessa de) uma revista inteira. Um bloco de qualquer programação televisiva dura, em média, quinze minutos. Dizem que é o tempo máximo que a nossa concentração pode ficar focada a uma única coisa, sem se distrair.

Também conhecido como quarto de hora (principalmente para os de origem britânica), quinze minutos servem para refletir. Nem mais, nem menos. Quinze minutos pensando em algo é o tempo ideal para chegar a uma resolução. Menos do que isso, talvez não seja suficiente para você se colocar de fora da situação, e tudo que se vê é parcial e limitado. Com os quinze, é possível ver o todo: o antes, o agora e até o depois. E os três vistos de cima; ao mesmo tempo. Talvez esse seja o segredo de todas as coisas. Ver de fora, vendo o todo.

Dar conselhos é uma tarefa mais simples do que decidir por si mesmo, justamente por essa razão. Você está vendo tudo, e de fora. Na maioria das vezes, conselhos são extremamente úteis e ótimas opções que ajudam, quem tem muita dúvida, a raciocinar. Gosto de conselhos, principalmente, de quem gosta de mim.

Quinze minutos é tempo para muita coisa mudar. Uma linha que se lê completa o quebra-cabeça. Certezas viram dúvidas. Medo vira coragem. De frente para uma página de computador, refleti e percebi muito. Aconselhei-me e ouvi o que eu tinha a dizer. Escrevendo este texto, me deu os quinze minutos, e descobri que: dentro de mim, existe eu...





...e olha que eu gosto muito dele.

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