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Muito ruim ou quase bom?


Uma vez comentei sobre algo que meu avô costumava repetir, e o assunto, apesar do tom fictício e tragicômico, fez sucesso, obtendo imediata identificação dos leitores. Algumas histórias de vida valem um livro inteiro. A do meu avô, uma enciclopédia. Nos poucos onze anos em que vivi com ele, aprendi muita coisa, e vou contar mais uma de suas eternas frases. Já que da última vez comecei o texto com ela, a frase da vez só será revelada no fim. (Não seja curioso, leitor. Fique bem aqui).

Existe uma tendência entre todos nós, seres-humanos, a potencializar tudo que nos acontece de mal. “Ai, que tragédia: quebrei a unha.”. E pior ainda: minimizamos o que acontece de bom. “Imagina. Não ficou tão bonito assim. Foi sorte.”. Estes exemplos são apenas besteiras mundanas e cotidianas. Quando o problema é maior, tem gente que acha estar no fim. No fim dos dias mesmo. A jovem, cujo pai descobriu sua gravidez precoce, tem certeza absoluta de que será estrangulada no jantar.

Alguns, ou mesmo os pessimistas acima num segundo momento, tranqüilizam-se quando pensam em pessoas que passam por dificuldades ainda maiores. Realmente é muito confortante perceber que um pequeno risco na porta do carro não se compara a um míssil atingindo sua residência por acaso. E mesmo neste segundo caso, o problema se resolve ao repararem-se os estragos. “Tudo que o dinheiro paga, é barato.”. Pois é, vô. Pois é...

Comentários

  1. Anônimo3:40 PM

    Ai Fê, quase chorei. Eu convivi tão pouco com o vovô, mas ao mesmo tempo ele representa tanto na minha vida. Ah, eu dei uma olhada no site dos anúncios do bush, depois te falo os meus preferidos... e afinal, no que deu aquilo tudo? Beijos da prima!

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  2. olha, eu nao quero comparar meu caso com o missil, mas meu carro sofreu *um pouco* mais que um arranhao.

    sob medida para a minha pessoa. perfeito pra qualquer um.

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  3. Anônimo7:57 PM

    e o que vc tá querendo (precisando) comprar? pelo jeito, barato não é...

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